Prática

UX/UI começa pela empatia.

Para falar de UX, primeiro preciso falar sobre empatia. Empatia não é “se colocar no lugar do outro”, mas sim entender o outro pelo ponto de vista dele.

Quando você se coloca no lugar do outro, leva todas as suas vivências junto — e acaba tomando a sua própria decisão na situação em que o outro se encontra.

Com análise e entendimento real, é possível prever comportamentos e acolher decisões. Assim nascem produtos e serviços que se adequam à realidade do usuário final.

Experiência

UX Lead na Concentrix

Foi na Concentrix que descobri o UX. Entrei para o time de machine learning em 2021 como estagiária e, em cinco meses, comecei a me aproximar do time de UX, sendo eventualmente efetivada.

O time de UX que me acompanhou nessa jornada.

Comecei a estudar as leis do Design e do UX. Foi ali, em meio à pandemia, depois de apenas um ano de experiência e com a saída da pessoa que me treinou, que tive a oportunidade de dar um salto enorme da minha zona de conforto e ficar à frente do time.

Fogueira: nossa retrospectiva semanal em torno do time.

Inspirada nessa experiência e nas pessoas que me acompanharam nesse desafio, criei a primeira versão de uma carreira de UX gamificada — o que mais tarde se tornou o Guia do Aventureiro UX.

Estudo de caso

Estratégia de UX para cobrança humanizada

Este projeto foi desenvolvido com foco na reestruturação da experiência de cobrança digital para clientes financeiros, explorando como design estratégico, linguagem empática e automação inteligente podem reduzir atrito emocional durante processos de negociação.

O desafio era criar uma jornada capaz de equilibrar eficiência operacional com sensibilidade humana, considerando que muitos usuários evitam interações de cobrança por ansiedade, constrangimento ou insegurança financeira.

Durante o projeto, foram mapeados comportamentos, dores e padrões emocionais relacionados à inadimplência, transformando esses insights em uma experiência omnichannel mais acolhedora, transparente e flexível.

Como resultado, foi proposta uma experiência de cobrança mais contínua, menos invasiva e centrada nas necessidades emocionais e práticas do usuário, reforçando confiança, autonomia e clareza durante toda a jornada de negociação.

Persona: Marina Santos — perfil socioeconômico e contexto da inadimplência.
Mapa de empatia: o que vê, escuta, fala, faz, pensa, dores e ganhos.
Pilares da jornada: contínua, cognição e poder de escolha + agente digital = jornada extraordinária.
Agente digital: tom semi-formal adaptativo, empático e tecnologicamente fluente.

Estudo de caso

IA Conversacional

O objetivo do projeto foi estruturar uma visão evolutiva de agentes digitais, analisando diferentes gerações de automação conversacional — desde fluxos lineares baseados em palavras-chave até experiências generativas adaptativas com IA cognitiva.

A proposta combinou UX conversacional, inteligência artificial generativa, arquitetura de diálogo, voicebots e chatbots, fluxos cognitivos, atendimento omnichannel e curadoria contínua de IA.

O projeto também explorou a integração entre canais de voz e texto, permitindo experiências híbridas e contínuas entre WhatsApp, SMS, chat e atendimento telefônico.

O resultado foi uma proposta de ecossistema conversacional híbrido capaz de unir eficiência operacional, automação inteligente e experiência centrada no usuário — fortalecendo relacionamento, clareza de comunicação e confiança nas interações digitais.

Evolução dos agentes digitais: cognição, fluxo de diálogo e síntese de fala ao longo de 5 gerações.
Comparativo das 3 primeiras gerações de agentes digitais.
5ª geração: contexto por intenção, fluxo radial e/ou generativo e TTS neural.
3ª geração: 100% generativo e adaptável, fala e escreve conforme o input do usuário.
Híbrida: chatbot generativo (LLM e Intention) + voicebot localizador e negociador.
Curadoria de bots: análise, monitoramento, treinamento e melhoria contínua.
Classificação das frases e otimização contínua da assertividade dos bots.

Projeto pessoal

Guia do Aventureiro de UX

O Senhor dos Anéis foi lançado quando eu tinha apenas um ano, mas é o primeiro filme que me lembro de assistir, mais tarde, com cinco ou seis anos. Sempre sonhei em fazer parte desse mundo — e hoje um dos meus passatempos favoritos é jogar RPGs.

Foi com base nessa paixão e nos desafios que enfrentei ao liderar a equipe que criei o Guia do Aventureiro de UX, um RPG para a carreira de UX.

No início, enfrentamos uma alta rotatividade. Ao realizar uma pesquisa com os membros, percebi que o problema estava na comunicação: falávamos pouco sobre os projetos concluídos e ainda menos sobre conquistas ou desafios da semana.

Começamos a nos reunir “em torno da fogueira” — como chamávamos as revisões semanais — e distribuímos pontos de experiência que evoluíam os níveis de UX de cada pessoa.

Estudo de caso

Lumi — UX Research

A Lumi Central é uma plataforma fictícia criada para resolver um problema comum em estúdios indie: jogadores consumiam títulos isoladamente, mas não desenvolviam conexão com a marca ou continuidade entre os jogos.

O desafio foi projetar uma experiência digital capaz de unificar catálogo, progresso, conquistas e comunidade em um único ecossistema — incentivando retenção, descoberta de novos jogos e senso de pertencimento.

Durante o projeto, conduzi o processo completo de UX e Product Design: definição do problema, mapeamento de oportunidades, arquitetura da informação, ideação, blueprint de serviço, wireframes, prototipação de interface e estruturação de sistema visual.

A solução resultou em uma plataforma centralizada com: dashboard de progresso do jogador, catálogo inteligente de jogos, sistema unificado de conquistas, perfis personalizáveis e elementos sutis de gamificação e comunidade.

O foco do projeto foi explorar como UX estratégico, identidade de marca e design de produto podem aumentar engajamento e continuidade dentro de um ecossistema de jogos indie.

Visão geral das telas: hub, catálogo, página do jogo, perfil, conquistas, comunidade e onboarding.
Veja o projeto no Figma